Essa história de me fazer de culta já me custou um namorado (dos bons), alguns sorrisos, duas ou três conversas, pequenas mentiras. Estou em meio a uma crise de artista sem público: uma crise de transpiração. Tenho inspirações mil, mas elas não tomam forma. Enjoei do meu estilo, do meu ritmo, da minha pegada. Tudo sai tão previsível que reconheço minha letra no meio de outros textos digitados. É uma crise de leitura pouca, que nos deixa sem instrumento, Agora mesmo eu chamaria de preguiça e, assim nomeada, acho que essa crise vai passar amanhã, com o sol.