Eu disse a ele que podia, não haveria problema. Seguro, dei certeza. Ele concordou – e não era de esperar o contrário –, mas depois ficou preocupado. Eu ri do desespero ingênuo dele, ora, já havia dado certeza! Que não mais me perturbasse nesse assunto, e passássemos adiante.

Mas não passamos. Como poderia eu ter tanta certeza, ele quis saber. E eu fui obrigada a explicar que isso é coisa de mulher. Que o dom da maternidade é anunciado por uma luz, que nos ilumina e nos abraça no momento da concepção, que nos prepara e abençoa. E naquela noite, ora, ora, eu não vi a luz.

Uma quinzena depois, só por desencardo, fiz o teste de farmácia: positivo. De sangue: positivo. De sangue por outro método: positivo. Em outro laboratório: é…

Os que esperam ainda uma crônica hão de zangar comigo.Perdoe, mas é só um conselho que tenho a dar nessas linhas. Um conselho simples, mas valioso, que se resume a uma máxima: a concepção, minha amiga, pode ocorrer de luz apagada. E que Deus nos abençoe.