Aconselharam-me que para escrever como ofício é preciso me disciplinar: inspirada ou não, apresentar-me diante de um papel ou uma tela e, com esforço, produzir. Para tudo é preciso esforço. Tudo.

Agradeci e só. Não acredito no artista disciplinado, desculpe, raras vez acreditei na persistência, sempre tão burra (ao contrário da teimosia, que é coisa bonita). Também nunca creditei em artista com oficio nenhum, nem acadêmico, nem jurista; nem artista de ofício de artista, com carteirinha e sindicato. Só dou fé mesmo em artista vadio.