Música caipira me trava a garganta: tenho saudade da roça. Não sei do cheiro ou do humor do mato. “Lugar de violeiro é na beira do rio”, concordo.

Nunca morei na roça, sequer tenho uma lembrança para contar, só a saudade que sinto no estômago e nos braços, acima do cotovelo – aquela vontade de se apertar para dentro. Tenho me confundido muito, mas sei sentir. De modo que não sei se é lembrança do sangue ou da alma, mas o que sinto só é saudade.